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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O Blog TV PSI parabeniza e aplaude a FITERT em nome do presidente José Antônio e a secretária de política da mulher da Federação, Celene Lemos, pela brilhante participação e aprovação das ações pró-igualdade de gênero em Encontro da UNI-MEI



Mulheres aprovam ações pró-igualdade de gênero em Encontro da UNI-MEI




Durante o Encontro do Grupo de Trabalho de Mulheres da UNI-MEI foi apresentado o Guia Prático para Estabelecer Políticas de Equidade de Gênero da Organização Sindical. O material traz uma série de orientações que devem ser seguidas pelas entidades sindicais filiadas à UNI para assegurar o efetivo direito à participação política das mulheres considerando as desigualdades sociais hoje impostas pelo capitalismo, com vistas a superá-las.
O Guia, formulado pelo Comitê de Mulheres da UNI, destaca em primeiro lugar que é preciso compreender o que é a verdadeira igualdade de gênero. “A igualdade entre mulheres e homens, entendida como uma concepção de que todos os seres humanos devem ser livres para desenvolver suas habilidades pessoais e tomar decisões sem as limitações impostas pelos estereótipos, papéis sociais estabelecidos compulsoriamente para mulheres e homens ou preconceitos. A igualdade de gênero significa que as diversas condutas, aspirações e necessidades das mulheres e homens sejam consideradas, valorizadas e favorecidas de forma igual. Isso não significa eliminar subjetividades, mas sim que os direitos, responsabilidades e oportunidades não sejam definidos simplesmente pelo fato de serem mulheres ou homens”.
O Comitê de Mulheres da UNI também destaca que a generalidade das políticas de redução das desigualdades de gênero podem mascarar a não efetividade destas. A correta formulação de tais políticas deve ser algo como reduzir à metade a desigualdade na participação de mulheres em todas as estruturas da organização num intervalo de um ano, por exemplo. “Os tempos em que se espera cumprir os objetivos das políticas devem ser realistas. Para isso deve-se ter em conta variáveis como a abertura da organização às mudanças, os recursos físicos, humanos e econômicos dos quais a entidade dispõe, etc”, afirma o Comitê.
As mulheres organizadas na UNI ressaltam ainda que “uma política é um conjunto de decisões, princípios e normas que buscam transformar uma situação considerada problemática em outra, favorável, no interior de um país, setor ou instituição. É a somatória desses elementos que converte uma política em algo mais que a mera intenção e melhorar uma situação dada. Uma política implica um plano de trabalho que parte da situação atual construindo um futuro a alcançar mediante uma certa quantidade de ações que se desenvolvem em certo prazo”.
O Comitê de Mulheres da UNI destaca ainda que a igualdade de gênero “é um direito humano, portanto, um aspecto fundamental que qualquer organização deve abordar”. E ressalta também que a participação equitativa de mulheres e homens “é um aspecto crucial para o desenvolvimento econômico e social de qualquer sociedade”.
Boas práticas e políticas para a promoção da igualdade de gênero
A UNI defende ainda a adoção de cotas de mulheres nas organizações sindicais para aumentar o número de dirigentes sindicais, reservando vagas para mulheres nas diretorias e demais estruturas sindicais por meio de reformas estatutárias. Bem como o estímulo à participação feminina nas estruturas de base dos sindicatos (conselhos, diretorias de base, representações por locais de trabalho, etc).
A criação de estruturas específicas – comitês e secretarias de direitos e políticas para as mulheres, redes de mulheres, espaços para acolhimento a mulheres vítimas de assédio moral e sexual – é outra iniciativa proposta pela UNI. Além da inclusão de cláusulas de promoção da igualdade de gênero nas convenções coletivas (creches, espaços de amamentação, equidade salarial e de acesso a cargos diretivos nas empresas, etc).
E para que a participação feminina seja cada vez mais forte, a organização orienta a promoção de políticas de formação continuada, educação para mulheres e homens sobre as desigualdades sociais de gênero e formas de combate-las, programas de promoção aos direitos sexuais e reprodutivos, guias de condutas respeitosas à igualdade de gênero e pesquisas regulares sobre a realidade das trabalhadoras nas categorias.
Para contribuir no desenvolvimento das políticas de igualdade de gênero nas organizações sindicais da UNI, foi ainda distribuída a Cartilha de Boas Práticas em Equidade de Gênero nas Organizações Sindicais. Com dicas sobre como organizar mais mulheres aumentando a filiação destas aos sindicatos e fomentar a participação feminina na estrutura sindical, o material foi produzido a partir de uma pesquisa realizada pelo Departamento de Igualdade de Oportunidades da UNI que avaliou a situação em sindicatos filiados em diversos países. A Fitert buscará formas de adaptar o material para distribuição aos sindicatos de radialistas no Brasil, a partir de diálogo com a diretoria da Rede de Mulheres Radialistas.
Igualdade de gênero no setor audiovisual
Durante o Encontro também foi divulgado o relatório Marcos Gerais de Ações sobre a Igualdade de Gênero. Desenvolvido pelo Comitê de Diálogo Social do Setor de Audiovisual Europeu, o documento foi apresentado à Comissão Europeia – órgão responsável pela proposição de leis, políticas, distribuição de fundos e fiscalização do cumprimento da legislação comum no âmbito da União Europeia.
O relatório destaca que “o setor audiovisual é mais que um simples local de trabalho, na medida que sua produção pode influenciar profundamente a vida familiar e a cultura, por isso tem uma grande responsabilidade”. As medidas previstas no documento podem ser uma importante contribuição ao debate no Brasil, onde os conglomerados de mídia apontam qualquer cobrança de responsabilidade com o papel social dos meios como “censura”.
Fitert presente – A secretária de política da mulher da Federação, Celene Lemos, participou do Encontro.
Fonte: Da redação.

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